As melhores informações sobre o mercado imobiliário

lgpd e mercado imobiliário

LGPD e o mercado imobiliário: tudo o que você precisa saber!

A LGPD e o mercado imobiliário têm muito mais em comum do que muitos pensam. Só de admitirmos as atualizações e digitações pelas quais estamos passamos, já conseguimos perceber as novas realidades.

2020 já foi um ano de bastante incisivo para a LGPD, embora ela tenha sido lançada em 2018. 

Neste ano o número de pessoas conectadas cresceu exponencialmente. Segundo dados da Agência Brasil, são quase 134 milhões de usuários. O que significa maior fluxo de informação, mas também maior sensibilidade nos dados pessoais.

Então, se você quiser saber como corretores e imobiliárias podem se adequar às novas diretrizes, venha entender tudo sobre a LGPD e o mercado imobiliário.

LGPD: Transparência e Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados, comumente chamada de LGPD, foi sancionada em no ano de 2018. Sendo que seu número é 13.709/2018 e o presidente em exercício era Michel Temer.

Contudo, as discussões sobre uso de dados pessoais são anteriores a este mandato. Na verdade, foi na Europa que surgiram as primeiras diretrizes para a aquisição e tratamento de dados pessoais por empresas.

Lá eles criaram a General Data Protection Regulation (GDPR) que também já está em vigor. Este movimento pretende quer zelar pela privacidade do usuário e pela transparência dos dados coletados pelas agências e empresas.

Tipos de dados e categorias

Quanto aos tipos de dados coletados, o Moving Imóveis lembra que há três categorias diferentes:

  • Dados pessoais: referente a identificação de uma pessoa, como CPF, RG, Carteira de Trabalhos, Passaporte e outros.
  • Informações anonimizadas: são aquelas que já passaram por um tratamento para evitar sua divulgação, podendo ser dados encriptados ou anônimos.
  • Dados Sensíveis: aqueles que não só permitem uma identificação pessoal, mas consegue definir gostos e preferências do usuário. Por exemplo, religião, orientação sexual, time, posição política etc.

 Mas, o que ela tem a ver com o mercado imobiliário?

Como sabemos, o mercado imobiliário está cada vez mais imerso em tecnologia e ferramentas que usam a internet como mediadora. Falamos sobre isso no artigo Mercado Imobiliário Digital.

Mudanças assim influenciam totalmente o modo como o corretor e a imobiliária lidam com o cliente.  Por exemplo, se você precisa saber onde o visitante mora ou para onde vai se mudar, precisará do endereço e dados específicos.

Além disso, no próprio momento da pesquisa nos sites, os usuários colocam suas preferências e as ferramentas guardam o que foi pesquisado para os acessos futuros dessa mesma pessoa.

Ou seja, cada vez mais nossas rotinas imobiliárias estão atreladas a internet e a retenção de informações dos clientes. Por isso, a LGPD e o mercado imobiliário estão extremamente vinculados.

Coleta de dados com objetivo específico

Uma das mudanças mais marcantes com a LGPD em 2018 foi a transparência no momento de armazenar conteúdo dos clientes.

Antes disso, era muito comum que você se cadastrar em um site e esse pudesse disponibilizar seus dados para um terceiro fazer publicidade.

As redes sociais, principalmente o Facebook, já foram palco de diversos vazamento de informações privadas. O que torna o usuário muito vulnerável a hackers e pessoas mal intencionadas.

Para evitar situações como essa, a lei de 2018 prevê que no momento de coletar material, a pessoa saiba para o que ele será usado, por exemplo:

  •  Cadastro de usuário.
  • Contrato entre empresa e cliente.
  •  Envio de promoções futuras.
  • Marketing e propaganda.
  • Pesquisas de performance.

Como podemos ver, cada uma das situações tem o escopo bem delimitado. Então, se você se compromete a ter o email, por exemplo, para manter contato com um lead, não pode enviar publicidade por ele ou compartilhá-lo com parceiros.

Tudo precisa ser feito às claras e de maneira que respeite as diretrizes da LGPD no mercado imobiliário.

Por que a LGPD é importante?

A Lei Geral de Proteção de Dados é importante para manter a segurança tanto dos usuários (visitantes, contatos, leads e clientes) quanto da empresa.

No caso do internauta, ela passa a confiança de que se houver uso ilícito como informações dele. E ele tem respaldo na lei para se defender e defender sua integridade.

Já para as empresas, ela passa diretrizes que permitem execução de processo com credibilidade, transparência e garantia de bom trabalho.

Além disso, para os casos omissos e de descumprimento da norma estão previstos de multas e taxas. Elas podem chegar a até 2% do faturamento anual, com um teto de R$ 50 milhões.

A Privacy Tools explica que essas sanções já aconteceram no Brasil. Segundo a notícia, a construtora Cyrela precisou pagar R$ 10 mil por ter disponibilizado dados sem autorização do usuário.

Na Alemanha, a imobiliária Deutsche Wohnen SE também precisou desembolsar €14,5 milhões por armazenar dados de clientes sem uma base legal.

Moderador de dados na imobiliária

Para ter certeza que sua rotina de armazenamento e tratamento de dados está em conformidade com a LGPD, vale a pena ter alguns membros da equipe como moderadores.

Ou seja, separar alguns colaboradores para ficarem por conta de fazer “auditorias” em relação ao modo como as informações estão sendo tratadas. Isso evita até mesmo mal entendido, já que a multa é bem alta.

LGPD no mercado imobiliário: cookies, pop-ups e coleta de dados pessoais

Nesta perspectiva, já vimos que haverá uma necessidade de sempre esclarecer o que está ou não sendo usado e, principalmente, como.

Por isso, é tão necessário aquele aviso que o cliente concorda ou não com os termos de navegação. Você já deve ter visto aquelas abas perguntando se a pessoa aceita cookies, quer receber notificações ou se quer receber promoções por email.

Em certo sentido, temos que concordar que essas medidas melhoram até a relação com o consumidor. Por exemplo, vemos muitos que reclamam do atendimento de telemarketing ou dos emails invasivos.

O que acaba prejudicando a experiência do cliente com a empresa. Quem trabalha na imobiliária precisa ter uma boa relação com o cliente, e enviar publicidade que ele não quer receber pode ser um tiro no pé.

Então, aqui LGPD e mercado imobiliário acabam interagindo a favor da venda de imóveis.

5 Dicas para respeitar a LGDP

Agora que já conhecemos muitos detalhes da Lei 13.709/2018, vou compartilhar algumas dicas para você como corretor e imobiliária conseguir trabalhar sem infringir as normativas vigentes.

1-  Não compartilhe os dados de seu lead

A situação mais grave é de empresas que vendem ou compartilham dados privados sem autorização. Como vimos, se o objetivo foi especificado, você não deve utilizar os dados para outra função.

Entretanto, caso acredite que é o melhor para o consumidor, entre em contato com ele e pergunte se ele aceita compartilhar as informações.

Vamos a um exemplo:

O Corretor Carlos está procurando um imóvel para André, mas o lead quer um apartamento em uma zona muito centralizada que não está fora do alcance do agente.

Para ajudar André, Carlos pode pedir ajuda a profissionais de outra imobiliária parceira. Contudo, antes de passar os dados do contato, André precisa ter concordado expressamente com isso.

2-  Pergunte ao cliente se ele deseja receber promoções

Com tantas reviravoltas no mercado, pode ser que um imóvel apareça com um valor mais acessível, ou que novos imóveis sejam cadastrados, não é?

Bom, antes de usar o Whatsapp, email e outros dados de sua rede para mandar promoções aos seus clientes, confirme se ele aceitou essas condições.

3-  Use o Marketing Digital ao seu favor

Se o seu cliente não se importa de ter seus dados tratados para receber promoções e publicidade, é ótimo! Pois agora você pode usar ao Marketing Digital a seu favor.

Para isso, use ferramentas sérias e confiáveis, que não são vulneráveis a hackers e permitam manter a integridade dos envolvidos.

Há maneiras bastante eficazes de prospectar e qualificar leads respeitando a LGPD, como:

  •  Usando sua base de dados atual.
  • Qualificando contatos.
  • Usando o funil de vendas.
  •  Por meio de Marketing de Conteúdo.

4-  Faça um curso sobre a LGPD

Além disso, não é preciso ficar perdido na LGPD, claro que ler o texto pode ser difícil devido ao “juridiquês” usado na redação da Lei.

Para facilitar, o governo federal criou um curso introdutório a proteção de dados pessoais. Você consegue acessá-lo gratuitamente e entender passo a passo de como funciona LGPD.

Alguns dos conteúdos vistos são:

  • Agentes no Tratamento de Dados
  • Fundamentos Legais e Princípios Norteadores.
  • Segurança de Dados e Notificação.
  • Responsabilidade e Possíveis sanções.

Confira o curso clicando aqui.

5-  Escolha uma plataforma alinhada com a LGPD

Por último, se você como corretor e imobiliária deseja ter uma plataforma que proporciona relacionamento com clientes e garanta a segurança das informações trocadas, você pode apostar no Sigavi 360.

Nesta plataforma, a segurança é prioridade e todos os dados trocados são tratados de maneira eficiente, sejam vindos do:

  • Site do corretor.
  • Redes sociais.
  • Portais de imóveis.

Aproveite os 15 dias de teste grátis e explore todas as funcionalidades disponíveis.

Lista exclusiva

para corretores e imobiliárias que querem mais RESULTADOS

Faça parte da nossa lista exclusiva e receba as melhores estratégias para alavancar seus negócios. Informe seus dados para receber:

Captcha obrigatório
× Como podemos te ajudar?